Brasão de Almeida

 

Locais de interesse turístico

 

 

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Vista aérea da Praça Forte de Almeida

 

 

 

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Praça forte de Almeida

A Vila de Almeida tem as suas reminiscências em povos celtas, posteriormente romanizados. Os árabes construíram o castelo no local onde hoje se encontram apenasruínas. No período da reconquista o castelo transitou entre árabes e cristãos. Numa fase posterior era invadido por castelhanos e portugueses, digladiando-se estes dois reinospela posse efectiva de Riba Côa.

Foi realmente com D. Dinis, em 1297 pelo Tratado de Alcanices que toda esta região passou a fazer parte integrante do reino Português, iniciando-se obras importantes nos setes castelos que compunham e delimitavam a fronteira nacional.

Desde esse período e mercê da sua óptima localização, Almeida foi constantemente assediada, invadida por estrangeiros e motivo de Tratados para a sua integração em território luso.

É a partir da Restauração e do desenvolvimento estratégico da defesa entre Portugal e Espanha que em 1641 se iniciaram as actuais muralhas de Almeida, com traçado do engenheiro Antoine Deville, muito célebre na sua época e que obedecia às características denominadas de "Arquitectura militar Abaluartada".

A Vila de Almeida é rodeada por seis baluartes e seis revelins, constituindo a praça um complexo sistema defensivo, tendo um conjunto de edifícios militares em torno do castelo, que explodiu em 1810 nas Terceiras Invasões Francesas.

 

Porta dupla de St.º António

 

Portas de S. Francisco

Portas de St.º António e Portas de S. Francisco

Actualmente, Almeida tem no seu conjunto amuralhado duas portas duplas. Fazendo parte do complexo defensivo, estas portas, também à prova de bomba, têm como apoio uma ou duas salas, denominadas "salas de guarda". Estas salas destinavam-se a controlar o movimento para o interior da praça, instalando-se aí cozinhas, prisões e quartos. As portas, como era prática na época, foram denominadas com nomes de santos- porta dupla de St.º António e porta dupla de S. Francisco.

Porta dupla de St.º António: É aquela onde ainda se visualiza uma tendência construtiva inspirada no medieval, tendo numa delas nichos para aí se instalarem pinturas em madeiras da vida e obra do santo militar que em Almeida chegou a ter parente de oficial. É de realçar na primeira porta o "N" de Napoleão gravado na pedra.

Porta dupla de S. Francisco: Este conjunto é o que apresenta melhor expressão decorativa, tendo na denominada porta da cruz um arco triunfal adoçado à própria porta, tornando-a propícia à contemplação da "arte da guerra". Aí se encontra instalado o Posto de Turismo Municipal.

 

 

Igreja Matriz

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Actual Igreja Matriz

Data do século XVII e constitui, primeiramente, o convento de Freiras Franciscanas, dedicado a N. Sr.ª do Loreto.

Só depois de 1810 é que passou a ser Igreja Matriz com o derrube da Antiga Igreja Matriz, situada junto ao Castelo.

 

 

Casamatas

 

 

 

Casamatas

 

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Casamatas

Localizado no baluarte de S. João de Deus encontra-se um conjunto de vinte salas à prova de bomba denominadas de Casamatas. Estas dividem-se em dois núcleos:

1º amplo salão que dá para as outras salas mais pequenas, onde sobressaem o poço e os banheiros;

2º pátio com jardim dando para outras salas de onde saem outras.

Inicialmente as Casamatas foram construídas para quartéis sendo mais tarde alterada esta ideia em virtude da sua humidade.

No entanto, esta construção subterrânea foi aproveitada para refúgio da população aí existindo abrigo na guerra da Sucessão em 1762 e nas Terceiras Invasões Francesas. Em 1832 ficaram célebres por aí se aprisionarem cerca de 1500 presos políticos com ideias liberais.

A disposição das salas"estava articulada por funções previamente estabelecidas como: o açougue militar, capela, local para a Santa Inquisição, depósito de viveres e pólvora, enfermaria...

Actualmente, as Casamatas funcionam como atractivo turístico podendo-se ver toda a monumentalidade do espaço construído onde por vezes decorrem manifestações culturais ou de índole turístico através de exposição, concertos, projecção de slides, feira de artesanato...

 

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Roda dos Expostos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Casa "Roda dos Expostos"

 Em Portugal, no século XIX, surgiu um fenómeno social que atingiu proporções alarmantes -o abandono de crianças através da exposição nas rodas.

Inicialmente, as crianças eram abandonadas nos adros das igrejas e nas portarias dos conventos; só depois com a criação das Casas da Roda é que começaram a ser colocadas nas célebres "Rodas".

Existiu um Decreto em Portugal, datado de 1782 que instituía que todos os concelhos deviam dispor de uma Roda para apoiar os pais com dificuldades económicas.

Em Almeida, a Casa da Roda dos Expostos surgiu em 1843.

A sua localização permitiu a escolha para o efeito referido uma vez que se encontrava perto de uma Porta Falsa, permitindo a fuga do depositante sem ser reconhecido.

Os expostos eram colocados na Roda, normalmente durante a noite, ao amanhecer ou ao entardecer.

A Roda tinha forma cilíndrica dividida em 2 partes, uma côncava e outra convexa, que girava sobre si própria. A parte côncava ficava virada para a rua, onde eram depositadas as crianças que em movimento de rotação eram levadas para o interior da Roda e eram recolhidas pelas chamadas rodeiras (mulheres que recolhiam os expostos; estas deveriam ser mulheres de boa vida e de bons costumes).

Aquando da exposição, cada criança transportava consigo um pequeno enxoval, bilhetes e objectos com significado místico.

Quando acolhidas, as crianças começavam por ser "matriculadas" com um número e um nome,

geralmente o do Santo venerado no dia da exposição.

Por sua vez, era-lhe colocado, ao pescoço, um fio com uma medalha de chumbo com o número, nome e sede do Concelho.

Posteriormente, eram encaminhadas para amas de leite pagas pela Câmara pelos serviços prestados.

Além disso, esta situação dava margem para diversos tipos de fraudes, como mães que abandonavam os seus bebés e logo em seguida ofereciam-se como nutrizes. Estas amas eram recrutadas no meio social mais pobre e estavam inscritas em livro de registo próprio, havendo referência a "solteiras, mães solteiras e viúvas". As crianças permaneciam com estas amas dois anos.

Ao fim deste tempo passavam para as chamadas amas secas até à idade de sete anos.

 Só depois passariam para o Juízo Orfanológico (orfanatos existentes apenas em sedes de Distrito) até aos doze anos.

Por essa altura eram reexpostos à sociedade em leilão público e entregues a quem os quisesse criar.

Muitas das crianças eram reclamadas pela própria família.

Os expostos vinham de todas as classes sociais, e eram abandonadas pelas mães porque não tinham condições para os criar, ou porque eram filhos bastardos, ou por outras razões que só elas saberiam.

Através de um estudo sobre a Casa da Roda de Almeida sabe-se que, entre 1843 a1866 passaram por ali 489 expostos, um quarto das crianças da Vila.

A extinção das Casas da Roda deveu-se ao forte contributo da opinião pública, às críticas da imprensa e à criação de novas instituições humanizadas com os mesmos fins.

A Casada Roda foi como uma Mãe para todas as crianças que ali passaram.

 

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Hospital de Sangue

Foi em tempos posto de primeiros socorros mas era pequeno para albergar todos os feridos. À sua volta existia um cemitério militar.

 

 

Pousada "Sr.ª das Neves"

Foi Quartel de Cavalaria, chamado Quartel de se Bárbara por se situar junto ao baluarte de St.ª Bárbara. Este Quartel foi demolido em 1972.

 

 

Praça Alta

Ponto mais alto da Vila. Ponto estratégico para a defesa e controle das manobras militares. Situa-se uma lápide em memória de Jonh Beresford (Comandante das tropas anglo-lusas e sobrinho do Marechal Beresford. Situava-se aqui uma capela de St.ª Bárbara já destruída.

 
 

Paiol da Pólvora

Data do século XIX.

Local onde armazenavam toda a a pólvora que guarnecia a praça de guerra.

 

 

Picadeiro

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Picadeiro

Este local foi usado como Trem de Artilharia e Arsenal de Praça no século XVll.

Posteriormente, dada a existência de fomos nesse espaço adaptaram a novas funções, instalando-se aí o "assento de pão" (fábrica de pão).

Só no século XIX (1886) passou a prestar serviço como Picadeiro de Cavalaria.

Presentemente, com as grandes obras de valorização e recuperação, destina-se à prática de equitação.

 

 

Ruínas do Castelo

O castelo já existia desde a ocupação árabe. Foi reconstruído por D. Dinis depois das intermináveis guerras com os árabes e castelhanos.

Explodiu em 1810 nas Terceiras Invasões Francesas.

Actualmente, apenas restam os alicerces como vestígio da sua importância defensiva.

 

Câmara Municipal

Designada por Corpo da Guarda Principal, a sua construção começou a 1791 (Séc. XVIII).

Constituiu o antigo Quartel de Artilharia e no século XIX, o edifício foi adaptado a Cadeia Civil.

Actualmente, funcionam as instalações da Câmara Municipal.

 

Palácio da Vedoria

Palácio da Vedoria

Foi construído para serviço do Vedor Geral da Beira no século XVll.

Actualmente, as instalações

 

 

Igreja da Misericórdia

Foi mandada construir por D. Manuel em 1521. Posteriormente, foi destruída com a guerra da restauração, sendo reconstruída novamente em 1680.

Incluía também o Hospital da Misericórdia. Actualmente é um lar de acamados.

 

Quartel das Esquadras

Quartel das Esquadras

Antigo quartel de Infantaria foi edificado a partir de 1736, no século XVllI. Em 1760 funcionou também com prisão

 

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"ALMEIDA" uma vila com história